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O Projeto
Trata-se da primeira Microturbina
de Projeto e concepção totalmente Brasileiros, voltada primordialmente para
aplicação em aeromodelos.
Suas versões futuras poderão ter outros usos em
função de necessidades e da potência que vier a ser desenvolvida.
É um
turbojato com compressor centrífugo de um estágio, câmara de combustão anular e
turbina axial de um estágio.
Por ser um projeto 100% nacional não utiliza ao
contrário da maioria das microturbinas já existentes no mercado internacional,
componentes adaptados de turbo - compressores automotivos.
Todos os seus
componentes foram projetados e construídos no Brasil.
Trata-se de uma variação do tradicional Ugly Stick e destina-se a
desmistificar a utilização de microturbinas em
aeromodelismo. |
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1- A turbina brasileira é de baixo custo em relação às existentes no mercado internacional.
2- A sua operação é extremamente simples o que permite o seu uso por qualquer aeromodelista mediano.
3- A turbina hoje apresentada é um protótipo que está construído com materiais para temperatura mais baixa que a máxima de projeto o que reduziu seu empuxo. Isto aliado à altitude de São José dos Campos (cerca de 700m) e considerando ainda que estamos no verão, estamos operando com um empuxo um pouco acima de 2 quilos e mesmo assim ela está voando muito bem no Turbo Stick; que está com um peso total de 4,5 quilos.
4- Este modelo e esta turbina demonstram que para voar uma turbina não há necessidade de modelos extremamente velozes e pesados. O turbo stick é simples, não tem trem retrátil e sua pilotagem está ao alcance de qualquer aeromodelista capaz de pilotar o stick original. A única adição ao stick original foi o freio, que é mecânico, acoplado ao profundor. Até o rádio está utilizando apenas 4 canais embora necessite ser programável.
A conquista
A conclusão é que este motor a jato ou turbina a gás como gostam os puristas
da termodinâmica só foi possível devido a perseverança de um brasileiro que não
aceita o estereótipo de que o Brasil é subdesenvolvido e faz questão de procurar
inverter o pessimismo da população.
A cada peça fabricada, a cada passo do
processo de fabricação ficou demonstrada a capacidade do Brasileiro e de seu
parque industrial.
Esta pequena jóia da tecnologia que é a TS65 mostra que o
Brasileiro é capaz de fazer, bastando para isto querer, deixando de lado os
pessimistas que diziam "Isto não vai dar certo".
O vôo deste modelo demonstra
a capacidade do Brasileiro e simboliza a decolagem do Brasil ao pleno
desenvolvimento. São poucos os países que fabricam uma turbina e a partir desta
data embora seja uma Microturbina a TS65 colocou o Brasil neste pequeno e seleto
clube.
O SONHO TORNADO
REALIDADE
Durante sua infância o Engenheiro do ITA Milton de Souza Sanches assistia
repetidas vezes filmes de combates aéreos da guerra da Coréia, sonhando em
possuir jatos como aqueles Sabres e Migs.
No final da
década de 60 ganhou de um amigo a planta de uma Microturbina (Turbo-Tech U-22) e
imediatamente inicou sua construção. Foram várias as tentativas para fazer com
que aquela "belezinha" funcionasse. Todas sem sucesso.
Em 1974 ela foi
passada para um dos irmãos Garutti que prometeu que tentaria
aperfeiçoá-la. A última notícia que se tem dela é que esteve em exposição na
loja Speed Modelismo em São Paulo.
Já em 1990, após ter adquirido todos os
conhecimentos teóricos, foi iniciado o projeto Tornado, um primeiro protótipo
com a maioria das peças fabricadas à mão e que foi posto em funcionamento em
1991.
A concepção utilizada para a lubrificação é o combustível passando
pelos rolamentos, para depois ser injetado na câmara de combustão provou ser
muito crítica e inviável, uma vez que necessita de equipamento muito sofisticado
e por isto não disponível.
O projeto evolui para a atual concepção que se
revelou exequível e que não depende de equipamentos sofisticados.
A OPERAÇÃO DA
MICROTURBINA
Equipamentos necessários:
1) Bateria de 1,2v para aquecimento da
vela filamento;
2) Pequeno tanque de GPL ou propano com válvula;
3)
Pequeno motor de arranque de alta rotação;
4) Termômetro portátil e Tacômetro
portátil.
A vela é aquecida e o motor de arranque é acoplado ao spinner da turbina e
acionada por cerca de um segundo. Corta-se então a energia do starter, sem
desacoplá-lo, e abre-se o gás. A rotação vai caindo até ocorrer o acendimento da
turbina. Neste momento, a bomba de querosene é acionada lentamente até que se
obtenha a marcha lenta de 35.000 RPM. O motor de partida é mantido energizado a
partir do momento em que ocorre o acendimento até que a turbina estabilize em
35.000 RPM.
Então é só retirar o aquecedor da vela, o gás e o starter. Embora
possa parecer complicado o procedimento todo não leva mais de 10 a 15
segundos.
A partir daí, a turbina pode ser operada desde a lenta até a sua
máxima que é hoje limitada a 90.000 RPM.
A grande diferença entre a operação
de um motor a explosão é o tempo de resposta às variações de rotação que na
turbina é bem maior. Enquanto num motor a pistão é quase instantâneo numa
turbina é cerca de 5 a 10 segundos, o que exige que uma arremetida seja
planejada com antecipação. O empuxo residual em marcha lenta também muda um
pouco a forma de aterrizar. É necessário que o modelo tenha freios e se possível
dispositivos de aumento de arrasto aerodinâmico.
Contatos
Milton de Souza Sanches
Rua Edward Simões, 549
Vila Industrial
12220-530 São José dos Campos - São Paulo
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E-mail: msanches@netdata.com.br